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Segurança, acolhimento e autonomia em cada etapa da jornada do passageiro.

Protocolo de Atendimento PNAE

Este guia foi desenvolvido por especialistas em acessibilidade e neurodivergência para apoiar você no atendimento diário a passageiros com necessidades especiais.

 

Resolução ANAC nº 280/2013: O que ela exige e para quem se aplica

A Resolução nº 280/2013 da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) estabelece normas para o atendimento de passageiros com necessidade de assistência especial (PNAE) no transporte aéreo. Ela garante que todos os passageiros em situação de vulnerabilidade tenham segurança, autonomia e acessibilidade durante sua experiência no aeroporto e no voo.

Quem é considerado PNAE (segundo a resolução):

  • Pessoas com deficiência física, sensorial, intelectual ou múltipla.

  • Idosos, gestantes, lactantes, pessoas com criança de colo.

  • Pessoas com mobilidade reduzida temporária ou permanente.

  • Passageiros com transtornos do desenvolvimento, como TEA.

  • Acompanhantes que exerçam função assistiva.

Principais exigências da resolução:

  • Direito à prioridade no check-in, embarque, desembarque e demais etapas da viagem.

  • Assistência adequada em todas as fases da jornada, incluindo deslocamento no aeroporto, uso de ajudas técnicas e acomodação no assento.

  • Acessibilidade comunicacional: informações claras, em formatos acessíveis, respeitando necessidades individuais.

  • Treinamento obrigatório das equipes para lidar com situações de acolhimento, comunicação inclusiva e uso de equipamentos assistivos.

  • Garantia da presença de acompanhante, quando necessário, sem custos adicionais em determinadas condições.

  • Infraestrutura acessível: sinalização adequada, equipamentos, assentos reservados e facilidades de embarque e desembarque.

A Resolução 280/2013 assegura que nenhum passageiro fique para trás — acessibilidade e acolhimento são direitos garantidos.

Acessibilidade aeroportuária
Acessibilidade aeroportuária

O que são Passageiros com Necessidade de Assistência Especial (PNAE)

Quem precisa de apoio diferenciado no aeroporto e durante o voo? Passageiros com Necessidade de Assistência Especial (PNAE) são todos aqueles que, por condição física, sensorial, cognitiva, emocional ou situacional, necessitam de suporte adicional em sua jornada aérea. Reconhecer essas situações é o primeiro passo para garantir segurança, dignidade e inclusão.

Pessoas com deficiência

Pessoas com deficiência física, auditiva ou visual

Idoso, gestante e lactante

Idosos, gestantes e lactantes

TEA, TDAH, neurodivergência

Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) ou TDAH

Passageiro com mobilidade reduzida

Passageiros com mobilidade reduzida temporária

Pessoas com deficiência

Acompanhantes que exercem função assistiva

Reconhecer quem é PNAE é mais do que cumprir a lei — é garantir que cada passageiro viaje com dignidade, segurança e acolhimento.

Atendimento em 5 Passos

Siga estes passos em qualquer interação com passageiros PNAE. Eles garantem um atendimento seguro, humano e alinhado às normas da ANAC.

Caminho Atípico
1

Cumprimente com empatia e identifique o tipo de necessidade.

Pessoas conversando sobre a Caminho Atípico
2

Verifique registros de assistência e ajudas técnicas.

Caminho Atípico
3

Priorize acolhimento, autonomia e clareza na comunicação.

Parceria
4

Aplique o protocolo adequado (check-in, embarque, desembarque, sala VIP etc.).

Caminho Atípico
5

Em caso de dúvida ou crise, acione o líder imediato.

Um atendimento correto começa sempre pelo respeito e pela escuta ativa.

Atendimento a Passageiros Neurodivergentes

Como oferecer acolhimento e segurança em situações sensoriais e emocionais? Passageiros neurodivergentes, como pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) ou TDAH, podem apresentar necessidades específicas durante a jornada aérea. Reconhecer sinais e adotar condutas adequadas é essencial para garantir uma experiência positiva e respeitosa.

Identifique sinais de sobrecarga sensorial

Pessoas falando sobre a certificação da Caminho Atípico

Uso de abafadores de som, movimentos repetitivos, olhar fixo ou agitação repentina.

Use linguagem simples e tom de voz calmo

Linguagem simples

Dê instruções curtas, claras e pausadas.

Evite toques bruscos ou aproximação sem aviso

Aproximação

Sempre peça permissão antes de interagir fisicamente.

Adapte o ambiente quando possível

Caminho Atípico

Reduza estímulos de luz e som, minimize esperas em locais lotados.

Acolha em momentos de crise

Crise sensorial

ofereça espaço calmo, mantenha atitude empática e acione o supervisor, se necessário.

Ofereça espaço calmo, mantenha atitude empática e acione o supervisor, se necessário.

Como agir em situações reais

Algumas situações acontecem com frequência no aeroporto. Veja abaixo exemplos práticos e como agir para garantir segurança e acolhimento

  • Atendimento inclusivoCriança autista em crise na fila de embarque → Ofereça um local mais calmo, reduza estímulos e permita a presença do acompanhante sem restrições.
  • Atendimento inclusivoIdoso desacompanhado com dificuldade de locomoção → Providencie cadeira de rodas ou apoio de mobilidade e acompanhe até o embarque.
  • Atendimento inclusivoEquipamento assistivo danificado (ex: cadeira de rodas, muleta) → Acione imediatamente o supervisor e registre a ocorrência para providenciar suporte.
  • Atendimento inclusivoPassageiro com dificuldade de compreensão (intelectual ou emocional) → Use frases curtas, pausadas e confirme se a mensagem foi entendida antes de prosseguir.
Atendimento inclusivo

Condutas Obrigatórias (e o que evitar)

O atendimento a passageiros PNAE exige respeito, clareza e acolhimento. Veja abaixo as condutas essenciais para um atendimento seguro e inclusivo.

Atendimento humano e inclusivo

O que fazer ✅

N

Garantir prioridade no atendimento e na comunicação clara.

N

Respeitar ritmos individuais, sem pressa ou pressão indevida.

N

Validar necessidades sem julgamento, reconhecendo a autonomia do passageiro.

N

Confirmar compreensão das orientações antes de prosseguir.

Atendimento humano e inclusivo

O que não fazer 🚫

Ignorar ou minimizar pedidos de ajuda.

Usar termos ofensivos, infantilizantes ou irônicos.

Tocar no corpo do passageiro ou em dispositivos assistivos sem autorização prévia.

Expor o passageiro a constrangimento público ou comentários inapropriados.

Referências Legais e Normativas

O atendimento a passageiros PNAE é garantido por leis e resoluções nacionais. Conhecer essas normas reforça a importância do seu papel e assegura a conformidade do aeroporto.

  • Caminho AtípicoLei Brasileira de Inclusão (LBI – 13.146/2015)

Garantia de direitos das PcDs no ambiente de trabalho.

  • Caminho AtípicoLei Berenice Piana (12.764/2012)

Política nacional de proteção dos direitos da pessoa autista.

  • Caminho AtípicoWCAG 2.2

Padrões internacionais de acessibilidade digital.

  • Caminho AtípicoANAC 280/2013

Direitos e assistência a PNAE no transporte aéreo.

  • Caminho AtípicoNBR 9050

Norma brasileira de acessibilidade arquitetônica.

  • Caminho AtípicoISO 21902:2021

Norma global de turismo acessível e inclusivo.

Perguntas Frequentes

Preciso de autorização para dar prioridade no atendimento a PNAE?

Não. A prioridade é garantida por lei (Resolução ANAC nº 280/2013) e deve ser aplicada de imediato.

Como identificar um passageiro PNAE?

Nem sempre é visível. O passageiro ou seu acompanhante pode informar, mas fique atento a sinais como mobilidade reduzida, uso de equipamentos assistivos ou situações sensoriais.

O acompanhante tem os mesmos direitos do passageiro PNAE?

Sim. O acompanhante com função assistiva também deve ter prioridade e suporte garantido.

O que fazer se não entendo a necessidade do passageiro?

Pergunte de forma respeitosa: “Como posso ajudar você da melhor maneira?”. Escuta ativa é fundamental.

Posso tocar no passageiro para ajudar a se locomover?

Não sem permissão. Sempre pergunte antes: “Posso ajudar segurando sua cadeira/braço?”.

Como agir em caso de crise sensorial de uma pessoa autista?

Leve para um espaço mais calmo, reduza estímulos, mantenha voz baixa e comunique o supervisor.

E se um passageiro se recusar a receber ajuda?

Respeite a autonomia. A assistência só deve ser prestada se o passageiro aceitar.

O que devo fazer se um equipamento assistivo for danificado?

Acione imediatamente o supervisor, registre a ocorrência e garanta uma solução rápida.

Onde encontro os protocolos específicos de cada setor?

No manual em PDF e nos checklists disponíveis para download na página.

Quem devo procurar se surgir uma dúvida urgente durante o atendimento?

Primeiro o supervisor do setor; em seguida, a liderança operacional. Em casos técnicos, contate o canal da Caminho Atípico.

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